quinta-feira, 21 de junho de 2012

Ideal x Possível.

Estou gostando dos retornos à respeito da palestra Saúde um/em Movimento, mas – nada é perfeito – esqueci de abordar um tema importante; o conceito de ideal.

Temos conceitos de ideal para tudo: Cônjuge ideal, amigo ideal, parente ideal, viagem ideal, filme e livro ideais, carro ideal, a lista é infinita… mas quantas vezes atingimos essas expectativas? Muito raramente e/ou por curto espaço de tempo e logo que surgem imperfeições no idealizado dizemos frases como:

A viagem foi ótima, pena que choveu naquele final de semana.

– Filme muito bom, mas acho que seria melhor se fosse com o ator tal.

– Este carro seria perfeito se tivesse tal acessório.

Nunca pensei que fulano(a) pensasse assim.

– A palestra teria sido melhor se eu não houvesse esquecido disto.

E a frustração varia de pequena a enorme, dependendo da pessoa e das circunstâncias, mas é sempre um desconforto e um obstáculo à saúde.

Devemos, portanto, abdicar do que consideramos ideal?

Absolutamente! Devemos mudar nosso conceito e considerar o ideal como uma meta, como um objetivo a ser alcançado, não como imprescindível à nossa felicidade. Por difícil que seja devemos tentar agir sob a visão pragmática de que quando o ideal imaginado não é possível, o melhor possível, porém real, se torna automaticamente o ideal.