quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ansiedade?

31/01/2012, 2º aniversario deste blog; escrever sobre o quê nesta data especial? Porque não sobre ansiedade que disputa com a depressão; da qual geralmente é pano de fundo; o primeiro lugar na procura pelos consultórios de psicólogos e psiquiatras e também pelo deste homeopata interessado nas ‘artes e manhas’ da mente?

Tratar ansiedade com homeopatia?

E porque não? Uma possibilidade de não ser necessário me aventurar pelo mar alopático num mergulho que gera mais ansiedade… Conseguirei voltar à tona? 

Pierre Teilhard de Chardin, filósofo evolucionista digno de nota, no livro O Fenômeno Humano, escreveu:

“Que, sob uma forma primordial, a ansiedade humana seja ligada ao próprio aparecimento da Reflexão, e portanto tão antiga quanto o próprio Homem, é um fato evidente. Mas que, sob o efeito de uma Reflexão que se socializa, os homens de hoje sejam particularmente inquietos, – mais inquietos do que em momento algum da História –, disso também não creio que se possa seriamente duvidar. Consciente ou inconfessada, a angústia, uma angústia fundamental do ser, transparece, apesar dos sorrisos, no fundo dos corações, ao cabo de todas as conversas. Longe estamos, contudo, de reconhecer distintamente em nós a raiz dessa ansiedade. Algo nos ameaça, algo nos falta mais do que nunca, – sem que saibamos exatamente o quê.

Procuremos, pois,  pouco a pouco, localizar a origem do mal-estar, – afastando as causas ilegítimas de perturbação até descobrirmos o ponto doloroso em que se deve aplicar o remédio, se é que existe algum.”

Eis aí o ‘x’ da questão: Descobrir o núcleo do mal-estar…

E o médico homeopata faz outra coisa?

A minuciosa anamnese não revela ao paciente um conjunto de qualidades particulares do qual, na maioria das vezes, não suspeitava?

E não se evidencia nesse conjunto aquela fragilidade específica que quando ‘cutucada’ altera a energia vital que, alterada, provoca o surgimento de sintomas?

E não é essa fragilidade particular que deve ser cuidada e equilibrada?

E nessa busca, por si só terapêutica, não se revela também o medicamento homeopático, cujo uso aquieta os sintomas e estimula as mudanças comportamentais necessárias; sem subterfúgios, sem esperanças vãs?

Não é isso tratar?