quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Autoestima.

Um artigo de Luiz Felipe Pondé, publicado na Folha de São Paulo do dia 16 de abril de 2012, faz referência ao jornal britânico “The Guardian” que, em 22 de março deste ano, publicou matéria dedicada a pesquisas sobre  o Facebook.   Leia na íntegra.

Do referido artigo destaco três parágrafos:

- “Em 1979, o historiador americano Christopher Lasch (1932-94) publicava seu best-seller acadêmico “A Cultura do Narcisismo”, um livro essencial para pensarmos o comportamento no final de século 20. Ali, o autor identificava o traço narcísico de nossa era: carência, adolescência tardia, incapacidade de assumir a paternidade ou maternidade, pavor do envelhecimento, enfim, uma alma ridiculamente infantil num corpo de adulto."

- “Segundo a pesquisa da Universidade de Western Illinois (EUA), discutida pelo periódico britânico, “um senso de merecimento de respeito, desejo de manipulação e de tirar vantagens dos outros” marca esses bebês grandes do mundo contemporâneo,” ...

-  “Segundo o periódico britânico, a assistente social Carol Craig, chefe do Centro para Confiança e Bem-estar, disse que os jovens britânicos estão cada vez mais narcisistas e reconhece que há uma tendência da educação infantil hoje em dia, importada dos EUA para o Reino Unido (no Brasil, estamos na mesma...), a educar as crianças cada vez mais para a autoestima.

Eis aí, confirmada e materializada, a sabedoria popular do ditado “Quem nunca comeu mel, quando come se lambuza.”… Parece, de acordo com as pesquisas, que caminhamos, num espaço de tempo muito curto, da ausência de autoestima dos tempos da palmatória à autoestima exagerada e lambuzada destes tempos do pode tudo.

Será que “O tiro saiu pela culatra”?