sexta-feira, 25 de maio de 2012

Lavagem cerebral.

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Na minha infância não tínhamos televisão em casa. Minha mãe ouvia novelas pelo rádio e eu - pois criança ouve tudo, mesmo sem querer - também ouvia... Uma daquelas novelas falava de comunistas, de prisões, de torturas e de lavagem cerebral... Eu imaginava o que poderia ser uma lavagem cerebral e um medo desmedido se apossava de mim e desejava, profundamente, jamais ser vitima de uma. O tempo passou... tal novela terminou... outras se sucederam e as lembranças foram sendo paulatinamente soterradas e, com elas, o medo.

Hoje o a expressão “lavagem cerebral” foi substituída por “fazer a cabeça” e faz parte do nosso cotidiano, sendo ferramenta de marketing usada em praticamente toda campanha publicitária; mas não sinto medo, aprendi a neutralizar seu assédio... O que sinto é tristeza, ao constatar o efeito que esse “fazer a cabeça” hipnótico causa nas pessoas, mas também sinto indignação, principalmente quando o alvo é a saúde.

Neste momento, estou indignado! Recebi de um colega a indicação de uma publicação que é iniciada assim:

“Se há um remédio capaz de gerar lucros, deve haver consumidores”. O que as corporações querem que você compre agora.                  Leia mais.

Indignação à parte, devemos reconhecer a "esperteza” de tal procedimento; o ser humano doente, ou que se julga doente, está sob o domínio do medo e totalmente vulnerável, existe momento melhor para lhe “fazer a cabeça”?

segunda-feira, 21 de maio de 2012

sábado, 5 de maio de 2012

Infertilidade / Cuidados.

Recebo, regularmente, artigos publicados pela revista francesa Sante e Nutrition; um deles chamou-me particularmente a atenção  por conta do título Le Wi-Fi brûle les testicules (Wi-Fi queima os testículos).

Referido artigo versa sobre estudos que revelam que o calor gerado pelos computadores portáteis, quando usados sobre o colo, eleva a temperatura da bolsa escrotal dos usuários  em até 2,88º C, o que “pode ​​ter um impacto negativo sobre a espermatogênese, especialmente em adolescentes e jovens".

Os estudos ainda mostram que o calor também pode reduzir a motilidade dos espermatozoides e provocar um aumento na fragmentação do DNA e, portanto, uma alteração do código genético; tudo isso levando à redução da fertilidade. Apesar de ser por motivos diferentes “O efeito é quase certamente o mesmo que para os homens que carregam um celular no bolso de suas calças escrevem os autores do artigo, que o concluem com a orientação de que os computadores devem ser usados sobre mesas e que os celulares não sejam levadosComp colo nos bolsos das calças ou que então sejam desligados.

Esses estudos foram realizados com homens, mas me pergunto se os cuidados não podem ser estendidos às mulheres; não com relação ao calor, que dificilmente atingiria os ovários; mas com relação aos campos magnéticos emitidos por tais aparelhos. Afinal de contas “seguro morreu de velho”.