quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Educação.

Nesse corre corre cotidiano contemporâneo até acho bom as revistas mais antigas das salas de espera, folheio-as meio mecanicamente meio esperançoso, à cata de algo que amenize o tédio irritante da espera; às vezes acontece de ter a curiosidade ‘cutucada’ por algum título… Não gosto de muita coisa que leio, logo paro e recomeço a folhear; mas é do meu agrado o que Lya Luft escreve e ontem, em uma dessas salas de espera, dei de cara com um artigo escrito por ela para a revista Veja de setembro/11, intitulado Educação: reprovada… gostei!

Já sabia, como quase todo mundo sabe, do que lá está escrito, mas é bom reforçar… Falhas na educação não se restringem ao momento, provocam repercussões futuras impossíveis de avaliar antecipadamente, e as repercussões não se restringem ao educando, atingem a  sociedade como um todo.

Sentei-me nos bancos de escolas públicas até entrar na faculdade, comparar aquela escola com a atual é desanimador… O ensino era bom porque aqueles que ensinavam, a maioria mulheres, eram muito bons. Compartilho da opinião de que um dos motivos pelos quais aquelas professoras eram muito boas seria o fato de que, por uma restrição no mercado de trabalho, elas não tinham oportunidades profissionais em outras áreas de atuação; mas hoje as mulheres com conhecimento suficiente para substituírem aquelas são professoras universitárias, médicas, engenheiras, arquitetas, empresárias… ganham e se realizam melhor em outros ‘lugares’.

E, por favor, não me venham com a conversa da missão nobre, da vocação; nobreza e vocação não enchem barriga, não pagam contas, não fornecem capacitação adequada… Melhorem substancialmente o salário desses professores que aquela antiga condição de um ensino público eficaz retornará, pois assim mulheres e homens com vocação para o ensino poderão olhar de novo para ele.